
As fotos
mostram os alunos participando de uma aula ao som de zouk.
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COMO FOI SURGINDO
A LAMBADA
1a
fase
A dança teve suas origens na evolução do modo de dançar o carimbó (ritmo
africano da região amazônica). Devido a proximidade geográfica com o Caribe,
a música sofreu influências de ritmos como a cumbia e o merengue. O carimbó
começou a ser dançado a dois e devido ao sucesso na região migrou para o
nordeste. A partir daí, sofreu influências do forró, e chegou ao sul da
Bahia, em Porto Seguro, já com o nome de lambada e com compasso quaternário
(pois no norte era dançado com compasso binário, como o merengue). Devido à
forma de se dançar com as pernas do casal muito unidas, o ritmo também era
chamado de “rala-coxa”. Neste período surgiram as lambaterias. A lambada
dessa fase era marcada lateralmente com dois movimentos para cada lado. O
carnaval baiano conseguiu lançar a lambada para o sudeste do país, mas a força
dessa primeira explosão durou apenas uma temporada.
2a
fase
Ironicamente, dois empresários franceses foram os responsáveis pelo nova fase
de sucesso do ritmo. O grupo Kaoma, lançado por eles na Europa, estourou no
mundo inteiro até no Japão, com a música Chorando se Foi (versão de
um sucesso boliviano), retornando assim ao sudeste do nosso país em 1989. Foi a
partir dessa época que foram incorporados na dança os muitos giros e passos
acrobáticos, o que para muitos descaracterizou a dança da 1a fase
na qual o casal dançava bem junto.
Depois de um intenso período de gravações de música de lambada (em que vários
grupos e cantores pegaram “carona” no sucesso do ritmo), a lambada
brasileira como música praticamente desapareceu. As pessoas que gostavam da dança
foram buscar no exterior músicas que permitissem continuar a prática da
lambada.
COMO FOI SURGINDO
O
ZOUK NO BRASIL
Foi
aí que o zouk – significa festa em dialeto creole - surgiu como música
alternativa para se dançar a lambada. O zouk é uma dança caribenha praticada
nas ilhas de colonização francesa (como Guadalupe, Martinica e San Francisco).
Nós importamos a música para podermos continuar a praticar a nossa dança, já
que os compositores brasileiros não gravavam mais lambadas. Com a introdução
do zouk, a dança volta a evoluir como qualquer outro ritmo que sofre influências
com o passar do tempo, diferindo da lambada original, adquirindo movimentos mais
suaves. No Caribe, o zouk como dança difere do que temos no Brasil, pois o que
se dança aqui é uma variação moderna da lambada ao som de zouk.
Dessa
forma, o ritmo que fez com que as pessoas voltassem a se interessar por dançar
a dois, praticamente desapareceu das pistas do país. Em Porto Seguro ainda
dança-se este ritmo ao som de zouk, porém o axé predomina, voltando a ênfase
nas danças separadas. E aqui, sobrevive em alguns poucos lugares, na forma do
zouk - também conhecido como lambada francesa - ritmo que muitos gostam de
desassociar da lambada, por puro preconceito, como se fosse mais chique dançar
ao som de músicas estrangeiras. E por algum motivo, essa fama de brega da
lambada fez com que não haja mais interesse dos compositores mais tradicionais
em gravarem novas músicas.
Enquanto não
houver novas músicas e novas gravações de lambada, vamos continuar dançando
uma dança nacional ao ritmo estrangeiro.
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Pesquisa baseada em alguns
sites na Internet e outra pequenas fontes.