Informativo
Espaço de Dança Andrei Udiloff


Lambada / Zouk




As fotos mostram os alunos participando de uma aula ao som de zouk.


  

COMO FOI SURGINDO A LAMBADA  

1a fase
A dança teve suas origens na evolução do modo de dançar o carimbó (ritmo africano da região amazônica). Devido a proximidade geográfica com o Caribe, a música sofreu influências de ritmos como a cumbia e o merengue. O carimbó começou a ser dançado a dois e devido ao sucesso na região migrou para o nordeste. A partir daí, sofreu influências do forró, e chegou ao sul da Bahia, em Porto Seguro, já com o nome de lambada e com compasso quaternário (pois no norte era dançado com compasso binário, como o merengue). Devido à forma de se dançar com as pernas do casal muito unidas, o ritmo também era chamado de “rala-coxa”. Neste período surgiram as lambaterias. A lambada dessa fase era marcada lateralmente com dois movimentos para cada lado. O carnaval baiano conseguiu lançar a lambada para o sudeste do país, mas a força dessa primeira explosão durou apenas uma temporada.

2a fase
Ironicamente, dois empresários franceses foram os responsáveis pelo nova fase de sucesso do ritmo. O grupo Kaoma, lançado por eles na Europa, estourou no mundo inteiro até no Japão, com a música Chorando se Foi (versão de um sucesso boliviano), retornando assim ao sudeste do nosso país em 1989. Foi a partir dessa época que foram incorporados na dança os muitos giros e passos acrobáticos, o que para muitos descaracterizou a dança da 1a fase na qual o casal dançava bem junto.  
Depois de um intenso período de gravações de música de lambada (em que vários grupos e cantores pegaram “carona” no sucesso do ritmo), a lambada brasileira como música praticamente desapareceu. As pessoas que gostavam da dança foram buscar no exterior músicas que permitissem continuar a prática da lambada. 

 COMO FOI SURGINDO O ZOUK NO BRASIL

Foi aí que o zouk – significa festa em dialeto creole - surgiu como música alternativa para se dançar a lambada. O zouk é uma dança caribenha praticada nas ilhas de colonização francesa (como Guadalupe, Martinica e San Francisco). Nós importamos a música para podermos continuar a praticar a nossa dança, já que os compositores brasileiros não gravavam mais lambadas. Com a introdução do zouk, a dança volta a evoluir como qualquer outro ritmo que sofre influências com o passar do tempo, diferindo da lambada original, adquirindo movimentos mais suaves. No Caribe, o zouk como dança difere do que temos no Brasil, pois o que se dança aqui é uma variação moderna da lambada ao som de zouk.

 Dessa forma, o ritmo que fez com que as pessoas voltassem a se interessar por dançar a dois, praticamente desapareceu das pistas do país. Em Porto Seguro ainda dança-se este ritmo ao som de zouk, porém o axé predomina, voltando a ênfase nas danças separadas. E aqui, sobrevive em alguns poucos lugares, na forma do zouk - também conhecido como lambada francesa - ritmo que muitos gostam de desassociar da lambada, por puro preconceito, como se fosse mais chique dançar ao som de músicas estrangeiras. E por algum motivo, essa fama de brega da lambada fez com que não haja mais interesse dos compositores mais tradicionais em gravarem novas músicas.

 Enquanto não houver novas músicas e novas gravações de lambada, vamos continuar dançando uma dança nacional ao ritmo estrangeiro.                

                

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Pesquisa baseada em alguns sites na Internet e outra pequenas fontes.





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