Lindy hop é o ritmo que originou o swing e posteriormente o rock. É a famosa crazy dance dos anos 30, nascida no Harlem, o mais conhecido bairro negro de Nova York, mais precisamente no Savoy Ballroom, um dos mais famosos salões de baile do mundo. Após os anos 20, totalmente marcados pelo charleston, a década de 30 e suas Big Bands consagraram o swing como um dos ritmos mais fortes e dançantes do século e o Lindy hop como uma das mais fantásticas formas de se dançar já criadas. O fato é comprovado pela sua sobrevivência, pois á dançado em nossos dias tal como era originalmente. Há organizações que o preservam em diferentes programações, festivais e concursos.
Pode-se assistir um pouco de Lindy hop nos filmes “Os últimos rebeldes” e “Malcolm X” para se ter uma idéia do que é, e consultar muitas páginas na internet que tratam do tema e fornecem as datas, locais de eventos e cursos.
O nome “lindy hop” surgiu do primeiro vôo solo cruzando o Oceano Atlântico, realizado em 1927 por Charles Lindbergh. O feito teve tanto êxito e repercussão que Lindbergh tornou-se imediatamente herói nacional. Devido à coincidência com o surgimento dos primeiros movimentos da crazy dance, esta foi batizada de lindy (de Lindbergh) e hop (salto, pulo). E foi do lindy hop, de sua enorme riqueza coreográfica, de seus loucos passos aéreos e solos que, mais tarde, a partir dos anos 50, surgiram os mais diferentes estilos de rock’n'roll e swing, como o jive, o rock acrobático e outras variações. Suas origens e vertentes englobam o jazz dance.
Texto fornecido por Jomar Mesquita
O rock and roll – ou simplesmente rock – começou a ser dançado na década de 1950 nos EUA e logo se espalhou pelo mundo inteiro, coincidindo com o crescimento dos meios de comunicação de massa e o advento da televisão. O rock contribuiu para a proliferação do poder cultural que os EUA exerciam sobre o mundo ocidental. No Brasil, o rock aparece no final de 1960, com o surgimento da Jovem Guarda.
Começou a nascer nas grandes cidades industrializadas do nordeste dos EUA, a partir da fusão do blues, do gospel, provenientes da cultura negra, do jazz e do country (influência branca) . O blues teve origem nos cantos tristes entoados por negros nas plantações de algodão do sul dos EUA no século XIX. Já o gospel, cantos evangélicos baseados no blues, era tocado em pequenas cidades. Nas grandes cidades, era o jazz que aparecia.
O desenvolvimento industrial depois da 2a Guerra Mundial, leva os trabalhadores do campo para as cidades. Com isso, há uma influência cultural de várias regiões, somando-se os ritmos do jazz, gospel e blues, começando a aparecer um novo tipo de música. Os jovens brancos dos centros urbanos não se interessavam mais pelas músicas que os pais costumavam ouvir. Começaram, então, a procurar nos guetos outro tipo de música e dança. Nesses lugares, alguns anos antes da guerra, era dançado o lindy hop, depois rebatizado de jitterbug pelos brancos. Um período mais tarde, foram aparecendo outras variantes dessa dança.
Allan Freed, disk joquei dos EUA, percebeu o interesse dos jovens brancos por essa nova dança e música. Em 1951, promovia festas com o nome do seu programa de rádio “Moon Dog Rock’n’Roll Party”. A partir desse momento a música e a dança começaram a ser chamadas de rock’n’roll – gíria dos negros referente ao ato sexual presente em muitas letras do blues.
A rebeldia aparecia no comportamento, nas roupas das gangues de jovens brancos apaixonados por esse estilo de dançar (passos acrobáticos radicais que chegaram a deixar muitas pessoas machucadas gravemente). Para amenizar o choque na sociedade conservadora da época, a indústria fonográfica começa a chamar jovens brancos bem apessoados para regravar sucessos cantados por negros. Nascia, então, um dos maiores fenômenos do rock: Elvis Presley.
O rock foi evoluindo, se ramificando. Surgia o hully gully, o hustle, a dança do John Travolta/ Olívia Newton John, a dance music com Donna Summer, entre outros. Todos esses eram dançados separadamente. Isso, provavelmente, fez com que a dança de salão quase desaparecesse entre os jovens, no Brasil dos anos 70, só ressurgindo com a lambada no final da década de 1980.
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